quinta-feira, 20 de abril de 2017

Neuroimagem pode antecipar diagnóstico de Alzheimer em 15 anos

Barcelona (Espanha), 18 abr (EFE). - Exames de neuroimagem podem informar com 15 ou 20 anos de antecedência o aparecimento dos primeiros sinais do Alzheimer porque detectam algumas mudanças cerebrais e uma fase pré-clínica silenciosa e sem sintomas, o que abre a porta ao tratamento personalizado da doença.
Conforme explicou à Agência Efe o responsável da Unidade de Neuroimagem da Fundação Pasqual Maragall, Juan Domingo Gispert, esta nova técnica, que ainda está em estudo, representa "uma virada radical" na investigação do Alzheimer.
Nesta terça-feira, Gispert participou em Barcelona, na Espanha, da apresentação do atual uso, evolução e futuro das técnicas de neuroimagem para prevenir o Alzheimer, no terceiro encontro de voluntários e colaboradores do Estudio Alf, com a presença de 2.743 voluntários que participam dele - o maior grupo do mundo em pesquisas desta doença. Em 2012, os responsáveis deste programa de pesquisa fizeram uma convocação para conseguir 400 voluntários, "e em duas semanas 3 mil pessoas mostraram interesse em se voluntariar", lembrou Gispert.
Os selecionados para participar do estudo são adultos saudáveis com idades entre 45 e 75 anos, a maioria filhos de pessoas afetadas pela doença e que periodicamente se submetem a testes genéticos e cognitivos, punções lombares e exames neurais.
Segundo Gispert, através da combinação de técnicas de neuroimagem e de outros marcadores é possível detectar para cada pessoa em que etapa da fase pré-clínica ela está e quais são os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Com a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons (TEP) é possível localizar no cérebro de pacientes assintomáticos as placas que caracterizam esta demência, explicou o responsável da Unidade de Neuroimagem da Fundação Pasqual Maragall.
Um subgrupo de 400 voluntários se submete também a duas ressonâncias magnéticas, uma TEP de beta-amiloide, uma TEP de glicose e uma punção lombar, que repetem de três em três anos durante décadas. O objetivo é entender a história natural da doença e identificar os fatores de risco e os indicadores biológicos que poderiam incidir seu desenvolvimento.
Entre os voluntários do estudo está Armand Oliva, de 64 anos. Ela contou que se ofereceu em 2014 "para que a ciência e a medicina pudessem avançar" e que sua experiência tem sido "muito positiva". No passado, sua mãe foi diagnosticada com a doença aos 78 anos, seu pai desenvolveu uma demência e um tio materno também teve Alzheimer.
Ela garantiu "não ter um medo especial de contrair a doença", já que o fator genético "não é tão determinante", como confirmou Gispert, que ressaltou que "a idade é o principal fator de risco para ter Alzheimer". Uma de cada 10 pessoas com mais de 65 anos tem Alzheimer, segundo o neurologista.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo há 47,5 milhões de pessoas Alzheimer e, caso não seja encontrada uma cura efetiva, estima-se que em 2050 o número de casos seja o triplo



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Estudo vincula riscos de transtornos vasculares com doença de Alzheimer


Os fatores de risco vascular, como obesidade, pressão arterial alta, diabetes,
colesterol alto e tabagismo, estão associados a altos níveis de uma proteína
vinculada à doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no
"Journal of the American Medical Association".

A pesquisa, realizada por um grupo de especialistas da escola de medicina da
Universidade John Hopkins, recompila informação de 346 pessoas que não tinham
a doença, mas que tinham algum dos fatores de risco para transtornos vasculares.

"Uma forte evidência respalda a teoria que os fatores de risco vascular têm um papel
no desenvolvimento e na etiologia da doença de Alzheimer", sustentam os autores
do estudo, liderados pela pesquisadora Rebecca Gottesman.

"A maioria destes riscos, incluindo hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol
alto, estiveram associados com o risco de demência em geral e com a doença de
Alzheimer em particular", acrescenta o texto.

Gottesman e sua equipe examinaram os dados de 346 indivíduos que, entre 1987 e
1989, continuaram submetidos aos fatores de risco vascular e, no período 2011-
2013, participaram em um estudo com imagens que permitiu identificar a presença
da proteína amiloide no cérebro, um biomarcador vinculado ao Alzheimer.
A disponibilidade destas imagens permitiu estudar os indivíduos antes que
desenvolvessem algum tipo de demência e, dessa maneira, considerar o papel que
tiveram os transtornos vasculares e a proteína.

"Um alto número de fatores de risco vascular na meia idade, mas não na velhice,
esteve associado com uma elevada proteína amiloide no cérebro", concluíram os
investigadores em seu estudo.

O texto detalha que "31% dos indivíduos com zero fatores de risco vascular de meia
idade tinha amiloide elevada ao chegar a uma idade avançada, em contraste com
61% dos indivíduos com pelo menos dois fatores de risco vascular de meia idade
que tinham amiloide elevada na velhice".

Para os autores, estes resultados "são consequentes" com a ideia de que os
transtornos vasculares têm um papel no desenvolvimento da doença de Alzheimer.

jfonte: "Journal of the American Medical Association".


quinta-feira, 30 de março de 2017

Alterações motoras e dor na doença de Alzheimer e outras demências: como gerir?

Mariana Mateus (1)

No âmbito do ciclo de sessões práticas e informativas sobre doença de Alzheimer e outras demências dirigido a cuidadores e familiares, promovido entre os meses de fevereiro e junho pelo NeuroSer, a fisioterapeuta do centro dedicado às doenças neurológicas, Marina Mateus, avança algumas questões que serão esclarecidas na sessão sob o tema “Alterações motoras e dor: como gerir?”. A sessão tem lugar no próximo dia 3 de abril, das 18:00 às 19:00 hrs, em Lisboa.

 Quais são as principais alterações motoras manifestadas pelos doentes com Doença de Alzheimer ou outra demência?
A demência constitui uma patologia predominantemente cognitiva, mas também está associada a alterações motoras. Estas são muitas vezes desvalorizadas, por pensar-se que estão unicamente relacionadas com o avançar da idade.
As alterações motoras, bem como o seu surgimento diferem consoante o tipo de demência diagnosticado, destacando-se como principais a diminuição da mobilidade que se caracteriza por uma lentificação do movimento global, alterações da marcha e a diminuição do equilíbrio, principal fator que contribui para o aumento do risco de queda. Para além destas, a dor é outro problema comum nesta população.
Estas alterações irão condicionar a mobilidade, a funcionalidade, a independência e qualidade de vida destas pessoas.
 As pessoas com doença de Alzheimer ou outra demência têm menos dor?
A dor é um problema real e comum, sendo que as pessoas com demência não sentem menos dor, mas têm sim uma maior dificuldade em reconhecer e comunicar a dor.
A literatura sugere que a dor músculo-esquelética, a dor oro-facial e a dor neuropática, são as mais comuns nesta população.
Um dos fatores importantes é o cuidador/familiar estar atento e reconhecer os comportamentos sugestivos de dor, como a expressão facial, a linguagem corporal e as vocalizações negativas. A presença de dor tem um impacto muito grande na qualidade de vida destas pessoas, podendo ocorrer como consequência a diminuição da socialização, o agravamento do padrão de sono e do apetite, o aumento da agitação, bem sintomas depressivos, levando consequentemente a uma sobrecarga nos cuidados prestados pelos cuidadores. É por isso fundamental a promoção do conforto, da mobilidade e do exercício físico das pessoas com demência.
 Há alguma coisa que o cuidador/familiar possa fazer para menorizar as alterações motoras que vão surgindo?
Sabe-se que o exercício físico regular tem um impacto crucial na cognição, na capacidade física e nas atividades de vida diária das pessoas com demência. Está demonstrado também que a realização de um programa de exercícios a longo prazo diminui a exigência dos cuidados prestados pelos cuidadores.
Torna-se, assim, fundamental que o exercício físico seja uma prática regular, não só em contexto controlado (fisioterapia), como em casa.
No entanto, o tipo de exercício e as suas características devem ser ajustados às capacidades físicas, à tolerância e aos gostos da pessoa em si, sendo que aspetos como o ambiente onde é realizado, a duração, a intensidade, são fundamentais de serem definidos adequadamente. Para isso é fundamental o aconselhamento com um profissional de saúde da área, como o fisioterapeuta.
A caminhada é um ótimo exemplo de uma atividade que pode ser realizada para promover a mobilidade e, ao mesmo tempo, contribuir para um momento prazeroso para estas pessoas.
 Qual o papel da fisioterapia neste contexto?
A fisioterapia é a principal área responsável por intervir nestas alterações, sendo o seu principal objetivo manter a máxima funcionalidade e independência, de forma a facilitar as atividades de vida diária, durante o maior tempo possível e lidar com as alterações motoras que possam surgir da demência e do avançar da idade.
Para além disso, tem também um papel fundamental no ensino aos cuidadores e familiares de dicas a adotar em casa para a promoção do exercício físico e na prevenção e redução do risco de quedas, bem como o surgimento de dor e outras complicações motoras.
(1) Fisioterapeuta do NeuroSer, Centro de Diagnóstico e Terapias para Alzheimer e outras patologias neurológicas.

domingo, 5 de março de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO COM ALZHEIMER

CAMPANHA DISQUE DENUNCIA - Muitos idosos são salvos por uma simples denuncia anônima.                                                                                                
== Não seja omisso DENUNCIE == Disque 181.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

10 SINTOMAS TÍPICOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER



AUTOR: DR. PEDRO PINHEIRO 

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e incurável, isto é, uma doença que provoca destruição progressiva e irreversível dos neurônios. O Alzheimer acomete habitualmente pessoas com mais de 65 anos, sendo a causa mais comum de demência na população idosa.
Por ser uma doença de lenta evolução e com sinais e sintomas iniciais que podem ser facilmente confundidos com o processo natural de envelhecimento, muitos pacientes demoram, às vezes anos, para ter o diagnóstico do seu Alzheimer estabelecido.
Apesar de não haver cura e dos tratamentos não serem capazes de alterar o curso da doença a longo prazo, o diagnóstico precoce do mal de Alzheimer pode trazer algumas vantagens para o paciente, tais como uma maior capacidade de prever e planejar o futuro nas fases mais avançadas da doença, quando o paciente estará incapacitado para tomar decisões profissionais e financeiras, e o início precoce de tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida, pois os medicamentos são mais eficazes nas fases iniciais deste mal.
Neste artigo vamos falar sobre 10 sintomas mais comuns na doença de Alzheimer, muitos deles presentes nas fases iniciais, e que devem servir de alerta para o paciente e para a sua família.
10 SINTOMAS QUE PODEM INDICAR UMA DOENÇA DE ALZHEIMER EM FASE INICIAL
Como já referido na introdução do artigo, a doença de Alzheimer é a principal causa de demência na população idosa. Chamamos de demência um conjunto de sinais e sintomas relacionados à deterioração das capacidades intelectuais, que incluem, entre outros, perda da memória, dificuldades com raciocínio lógico, alterações da linguagem, dificuldade com a escrita, problemas de organização do pensamento e alterações do comportamento.
A demência é uma síndrome de instalação lenta e progressiva, que pode demorar anos até que seus sinais e sintomas tornem-se óbvios. Como ela ocorre habitualmente em pacientes idosos, os seus sintomas iniciais costumam ser negligenciados, tanto pela família quanto pelo próprio paciente, sendo tratadas como alterações normais da velhice.
O que vamos explicar a seguir são 10 sinais e sintomas típicos do Alzheimer, que devem ser encarados como sinais de alerta. Muito desses sinais podem surgir nas fases iniciais da doença, numa época na qual o paciente ainda é completamente independente e capaz, e o diagnóstico é mais difícil de ser estabelecido.
1- PERDA DE MEMÓRIA
A perda de memória para fatos recentes é o sintoma mais típico do mal de Alzheimer e costuma estar presente em fases precoces da doença. Mesmo quando a perda de memória não é um sintoma do qual o paciente ou o seus familiares se queixam, ainda assim, se corretamente pesquisada pelo médico, é possível detectá-la.
A principal característica da perda de memória do Alzheimer é o esquecimento de fatos recentes e a dificuldade de aprender coisa novas. Nas fases iniciais, o paciente consegue se lembrar de uma festa que ocorreu há 20 anos, mas não sabe dizer o que comeu no café da manhã. Com o avançar da doença, porém, a perda de memória atinge os fatos antigos, e o paciente pode começar a se esquecer até do nome de familiares próximos.
Uma pessoa esquecer que marcou uma reunião e lembrar-se depois, é normal. Esquecer que marcou uma reunião e não se lembrar nunca mais, mesmo depois de ver na própria agenda a marcação da reunião feita com a própria letra, é um sinal de alerta. Da mesma forma, é normal entrar num quarto, esquecer do iria fazer lá, mas depois de um tempo voltar lembrar e conseguir terminar a tarefa que havia planejado inicialmente. Por outro lado, não é normal que uma pessoa ao longo do dia entre várias vezes num quarto, sempre com o mesmo objetivo, e esqueça-se do iria fazer antes de completar a tarefa.
Uma outra situação que deve ligar o sinal de alerta é quando você nota que o paciente repete uma pergunta várias vezes por dia (ex: a que horas é a consulta amanhã?), apesar de você já lhe ter respondido mais de uma vez.
Muitas vezes, a perda de memória nas fases inicias do Alzheimer é sutil e só é detectada se os familiares estiverem muito atentos. Um teste utilizado para testar a memória a curto prazo é apresentar ao paciente uma série de 3 palavras ou objetos simples (ex: chave, fósforo e lápis) e após 5 a 10 minutos pedir para ele repetir o que lhe foi dito ou mostrado. O paciente com Alzheimer não consegue se lembrar dos nomes ou dos objetos mesmo quando o familiar tenta lhe ajudar dando dicas.
• O que é normal: esquecimentos pontuais ao longo do dia, mas que o indivíduo consegue se recordar ao ser alertado ou após algum tempo puxando pela memória. E mesmo que a pessoa não se lembre completamente, ela consegue ter uma vaga lembrança de determinado fato.
2- PERDER OBJETOS PESSOAIS
O paciente com Alzheimer perde objetos pessoais com facilidade, não só porque ele não se lembra onde os guardou, mas também porque é comum que objetos seja guardados em locais bizarros, como, por exemplo, deixar a chave do carro dentro da geladeira.
Pessoas sadias podem perder objetos e, às vezes, até deixá-los em locais não usuais por engano. A diferença é que a pessoa sadia consegue reconstruir mentalmente os caminhos e locais recentes onde esteve, acabando por descobrir onde o objeto perdido está, mesmo que este esteja em um local não apropriado, como quando esquecemos as chaves de casa dentro do banheiro.
O paciente com Alzheimer não só não consegue refazer mentalmente o percurso recente, como ele não coloca os objetos em locais bizarros apenas por engano, ele coloca as chaves dentro da geladeira porque encontra-se confuso em relação à real utilidade da geladeira ou das chaves (ver item 7: agnosia).
Em fases mais avançadas da doença, o paciente com Alzheimer perde a capacidade de possuir dinheiro, pois ele o perde facilmente e já não dá mais o seu devido valor.
• O que é normal: esquecer onde deixou objetos pessoais, mas conseguir achá-los depois de um tempo procurando nos locais onde esteve recentemente.
3- DIFICULDADE PARA COMPLETAR TAREFAS
O paciente com Alzheimer pode notar progressiva dificuldade para realizar tarefas mais complexas, como manter as contas de casa em dia, aprender as regras de um novo jogo, aprender a mexer em um novo software de computador ou seguir instruções para chegar a um determinar local. Executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo também torna-se inviável. Os pacientes em posição de chefia podem ter dificuldade de montar planejamentos, criar estratégias ou organizar eventos.
Como o passar do tempo, as dificuldades vão se tornando mais comuns, e tarefas mais simples, tais como dirigir carros, ligar a televisão ou exercer as tarefas habituais do seu emprego podem se tornar complicadas.
Os pacientes podem notar que as dificuldades estão aumentando, mas eles, em geral, criam álibis para tentar justificar essas novas dificuldades. Muitas vezes, o paciente começa a evitar determinadas situações sociais de forma a esconder as suas limitações.
Nas fases avançadas da doença, o paciente já não consegue efetuar tarefas básicas do dia a dia, como alimentar-se, vestir-se ou tomar banho, sem a ajuda de um amigo ou familiar.
• O que é normal: idosos saudáveis podem ter dificuldades com aparelhos eletrônicos, principalmente se eles não estiverem acostumados a mexer com tecnologia ou o manuseamento do aparelho for pouco intuitivo. A perda dos reflexos e a queda da acuidade visual e auditiva também são comuns com a idade, motivo pelo qual muitos idosos começam a ter dificuldade de dirigir, sem que isso seja necessariamente um sinal de demência.
4- DESORIENTAÇÃO TEMPORAL E ESPACIAL
Os pacientes com Alzheimer podem perder a noção do tempo, o que lhes causa confusão com datas, estações e o próprio passar das horas. Esse problema chama-se desorientação temporal. Uma forma de saber se o paciente está orientado temporalmente é lhe perguntar sobre a data de hoje, incluindo dia, mês e ano.
O paciente com desorientação temporal também pode ter dificuldade para compreender situações que não estejam acontecendo no exato momento. Narrativas no futuro ou no passado podem ser confusas. Se o paciente já estiver em algum local há algumas horas, ele pode não conseguir dizer a quanto tempo já está lá.
Outra forma de desorientação comum na doença de Alzheimer é a desorientação espacial, isto é, o paciente tem dificuldade de reconhecer o local que está. Se estiver no hospital, ele pode dizer que está em casa ou simplesmente dizer que não sabe onde está. Além disso, se questionado, ele também não saberá dizer quando e como chegou lá.
Em fases avançadas da doença, a desorientação espacial associada à perda de memória aumenta o risco do paciente se perder na rua e não conseguir voltar pra casa.
• O que é normal: confundir datas simples, como o dia da semana ou o dia do mês, é normal. Confundir o ano nos primeiros meses do ano também é comum. Anormal é dizer que estamos em 1989 em pleno ano de 2016 ou que estamos em Abril quando, na verdade, é Dezembro.
5- PROBLEMAS DE LINGUAGEM
A doença de Alzheimer também pode causar distúrbios na área de linguagem. O paciente não só começa a ter problemas de vocabulário, como também pode ter dificuldade de manter uma conversa, por não conseguir entender ou dizer algumas palavras. O indivíduo pode parar no meio de uma frase e não ter a menor ideia de como continuar.
Também é comum ele começar a se repetir ou chamar as coisas por nomes alternativos, como, por exemplo, chamar o celular de telefone de mão.
Acompanhar narrativas mais longas, como assistir a filmes ou peças de teatro, por exemplo também pode ser difícil.
E os problemas de linguagem não se resumem à fala, o paciente também passa a ter dificuldade para ler, escrever e até desenhar.
• O que é normal: é comum e normal eventualmente esquecer uma ou duas palavras ao longo de uma conversa, mas de forma que isso não atrapalhe nem a fluência da conversa nem lhe impeça de ser compreendido. É importante lembrar também que idosos podem ter problemas de audição que dificultam o estabelecimento de conversas. Esse problema não deve ser confundido com os distúrbios de linguagem da demência.
6- ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO
Quando o paciente começa a apresentar os sinais e sintomas da doença de Alzheimer, mas ainda é capaz de reconhecer que algo está errado com as suas funções intelectuais, ele pode começar a agir de forma defensiva, tendendo a se afastar de familiares e eventos sociais. Muitos desenvolvem depressão .
Conforme a doença avança, o indivíduo perde a capacidade de reconhecer os seus problemas. Na maioria das vezes, o paciente chega ao médico através dos seus familiares e não por iniciativa própria.
Nas fases mais avançadas, o doente pode começar a ter comportamentos bizarros, tais como perda da inibição e alterações do humor. Agressividade em relação aos amigos e parentes ou exposição em público da genitália são duas situações relativamente comuns. Sintomas neuropsiquiátricos, como alucinações, delírios, agitação, ansiedade e sinais de psicose também podem ocorrer.
O paciente também pode mudar de personalidade, pessoas alegres e expansivas podem se tornar retraídas e apáticas, enquanto pessoas mais reservadas podem ficar desinibidas.
• O que é normal: idosos podem se tornar pessoas com algumas manias e vícios, tornado-se menos tolerantes à quebra da rotina. Porém, nada que se assemelhe aos comportamentos bizarros dos quadros demenciais.
7- AGNOSIA
A agnosia é a uma alteração da percepção, que faz com que o paciente deixe de reconhecer a utilidade de objetos ou o significado de símbolos ou comportamentos. Isso significa, por exemplo, que o paciente deixa de saber para que serve uma cadeira ou um lápis.  Ele também pode se assustar com sons banais, tais como o tocar do telefone ou da campainha de casa. Urinar na pia ou evacuar no sofá podem ser situações decorrentes da agnosia.
A agnosia também colabora com as alterações de comportamento do paciente. É possível que o paciente não reconheça o seu reflexo ao espelho. Às vezes, ele nem sequer entende que aquilo é um espelho, acha simplesmente que há um estranho em sua casa. Parentes também podem se tornar pessoas estranhas, o que costuma provocar quadros de agitação e ansiedade.
• O que é normal: pessoas sadias não se esquecem da utilidade de objetos banais, como vaso sanitário, cadeiras ou um relógio. Quando estamos muito distraídos ou executando múltiplas tarefas, podemos até fazer uma besteira ou outra, como derramar café na mesa ou guardar algo em um local inapropriado. A diferença é que, nesses casos, o erro é imediatamente reconhecido. Qualquer sinal de agnosia é um grande sinal de alerta para demência.
8- ALTERAÇÕES VISUAIS
Para ser uma agnosia real, o paciente precisa ter a capacidade de ver o objeto, mas não saber interpretar a sua utilidade. Pacientes com Alzheimer, porém, podem ter agnosia, mas também problemas visuais que os impeçam de ver adequadamente. Dificuldades em distiguir cores, reconhecer contrastes e identificar distâncias podem ser tarefas difíceis.
• O que é normal: idosos habitualmente tem problemas de visão. Dificuldade para ler para perto (presbiopia) ou perda da acuidade visual por catarata são muito comuns na população e nada têm a ver com demência.
9- PROBLEMAS DE DISCERNIMENTO OU JULGAMENTO
Os pacientes com demência começam a ter sua capacidade de julgamento afetada. Isso inclui situações como: sair de casa com roupas e combinações extravagantes, sair de casa com roupas completamente amarrotadas, deixar de tomar banho, distribuir dinheiro de forma inconsequente, usar roupas de verão no inverno ou vice-versa, ficar de cuecas quando há visita em casa, não ter discernimento em relação às coisas que diz, etc.
• O que é normal: com o passar dos anos, podemos começar a dar menos importância ao que os outros pensam de nós mesmos. Porém, pessoas sadias sempre mantêm um determinado grau de civilidade e de respeito às regras de etiqueta. Dependendo das circunstâncias, você pode até receber um vendedor que bata à sua porta de pijamas, mas não vai recebê-lo nu ou somente de cueca.
10- INSÔNIA
A insônia não é um sintoma típico ou exclusivo da doença de Alzheimer, mas é mais comuns neste grupo do que na população em geral.
A insônia pode ser um dos sintomas mais precoces, estando presente naqueles pacientes que já possuem os biomarcadores de deposição cerebral de beta-amilóide positivos, mas ainda não apresentam sintomas clínicos da demência.
A insônia pode ser manifestar como uma dificuldade para começar a dormir, fazendo com que o paciente fique acordado na cama durante muito tempo, ou uma incapacidade de manter um sono contínuo, levando ao sono fragmentado e não restaurador. 
 • O que é normal: ter insônia é comum e não significa obrigatoriamente um sinal de demência. Todavia, o surgimento de uma insônia após a velhice associado a outros sinais e sintomas descritos anteriormente é mais um fator que corrobora com o diagnóstico do mal de Alzheimer.
EVOLUÇÃO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
O Alzheimer é uma doença de evolução lenta, mas que pode ser mais rápida em determinados casos. A sobrevida após o diagnóstico pode variar de 3 a 20 anos, dependendo, obviamente, do quão demorado foi esse diagnóstico, do estado clínico do paciente no momento e da capacidade da família de prover cuidados médicos continuados. Em média, a esperança de vida média de um paciente com Alzheimer é de 8 a 10 anos.
Os pacientes que só desenvolvem sintomas claros de Alzheimer após os 80 anos de idade costumam ter uma evolução mais lenta da doença do que os pacientes que já são diagnosticas com 60-65 anos.
A presença de sintomas neuropsiquiátricos no início do quadro, incluindo psicose, agitação e agressividade tem sido associada com uma evolução mais rápida da doença.
A doença de Alzheimer leva ao óbito em fases avançadas porque torna o paciente completamente dependente.  Os pacientes habitualmente sucumbem porque param de se alimentar, ficam desidratados, não conseguem mais se mover e ficam muito suscetíveis a infecções, principalmente pneumonia e infecção urinária.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

É tempo de mudanças e transformações

É tempo de mudanças e transformações. É tempo de

viver a sua liberdade. Faça sua inscrição até dia 31 de

outubro e ganhe o best-seller: "Acordando Para a Vida" e "Cara a Cara com Alguém Muito Especial: Você".
Faça sua pré-inscrição no (34) 9 9972-4053 (WhatsApp)